Um homem sentado em sua janela observava o cantar dos pássaros,o brilho do sol,sentia o soprar do vento com seu solitário modo de ser.Já havia um tempo que repetia esse ritual todos os dias durante horas.Todos de seu bairro questionavam sua aparência triste e até mesmo medonha.No entanto,todos desconheciam o motivo principal dessa infelicidade contida em seu interior,que,por conseguinte,corroborava para sua aparência.
Viveu com sua esposa durante muitos anos,anos dos quais jamais poderiam ser retratados por letras,imagens e até mesmo falas.A felicidade contida em seu coração com sua amada era completamente contagiante,pessoas que conviviam perto se sentiam importantes com o modo de tratamento,simpatia e alegria do casal.Mas um detalhe acabou com toda esse prazer de vida desse solitário atual dos tempos contemporâneos.Tal detalhe que acabou com a vida de tantos seres humanos,terminou com felicidades de pais,mães,irmãos,amigos e como no caso desse homem finalizou com a vida de sua esposa.Seu nome?Câncer.Talvez a mais demoníaca das doenças,a mais inesperada delas,a mais surpreendente,como uma pessoa que vivia com tanto louvor a vida pode encontrar a luz divina dessa maneira?
Enfim,apesar do amor ter sido interrompido pela doença,o homem jurou amor eterno a sua amada.Mas o que ela deixou para a sobrevivência desse então viúvo no mundo?Talvez a maior das dores-que quando intensa pode afetar completamente seu modo de ser,trazendo a infelicidade,e,por conseguinte o desgosto pela vida-a Saudade.
O homem jamais ouviu falar novamente de amor,nunca mais viu a flor,nunca mais um beija-flor,nunca mais um grande amor assim,que o fizesse sonhador levando essa dor para ter um fim,nunca mais teve um jeito de sorrir e jamais um peito para se abrir.Andou -e anda- louco de saudades,que é louca,completamente doentia por sua amada que fora levada pela angustia divina,talvez.
Mas ele obteve uma lição.Que o tempo voa e não perdoa,só magoa e traz a solidão.Aprendeu que quem ama chora e chora quem ama.Notou que quem diz que não ama,na verdade,não sonha em vão.Compreedeu que o motivo de seu choro é porque tem saudade do cheiro daquela flor que não sabe porque se foi,quando lembra dela sente um calor jamais antes sofrido.
Jurou ao pai divino que se tivesse outra chance com sua amada jamais deixaria escapar.Faria tudo que jamais fez,cantaria se pudesse sem canções,diria sem palavras o amor que sente e queria ter seu sangue em sua veia.
Mas não,não existe possibilidade desse então solitário homem reviver o que viveu com sua amada,sorrir como sorriu,amar como amou...A única possibilidade é de se aproximar da luz divina,a mesma que levou sua amada,pois com essa vida infeliz que leva,resplandece a dúvida da existência,enaltece o egoísmo de não pertencer mais a uma sociedade que não possui sentido e aparece a questão se vale a pena viver.
Mas quem define isso?Quem?
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Assinar:
Comentários (Atom)
